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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Abrir a Caixa

Um homem qualquer, um dia, acordou com vontade de colocar um gato dentro de uma caixa. Dentro dessa caixa, havia um contador Geiger com substância radioativa, que, dependendo das circunstâncias, liberaria uma descarga, que soltaria um martelo, que estilhaçaria um pequeno frasco de ácido cianídrico. Dependendo das circunstâncias novamente, o gato estaria morto. Ou vivo. Ou os dois, simultaneamente.
Este homem, então, criou um termo chamado entrelaçamento. Todas as circunstâncias dependem uma da outra e todos os acontecimentos resultam da combinação de todas as circunstâncias: tudo está entrelaçado. Ele escreveu, sobre isso, que uma incerteza antes somente relacionada a um felino dentro de uma caixa poderia se transformar em uma indeterminação macroscópica, e o único jeito de descobrir o que acontecera era abrir a caixa.
O contador seria acionado, ou não. O martelo bateria ou não no frasco e o frasco se quebraria, ou não. O gato morreria ou continuaria vivo. E abrir a caixa alteraria a possibilidade de vida do gato. E se não se pode identificar o estado de um corpo, diz-se que ele está em todos os estados, já que seria impossível que ele não estivesse em estado nenhum, uma vez que está dentro da caixa e não pode ter desaparecido magicamente.
Uma indeterminação macroscópica. Qualquer indeterminação. Qualquer incerteza pode ser relacionada a este gato. As coisas acontecem, ou não. Elas têm consequências, ou não. Arca-se com as consequências, ou não. E o único jeito de saber é fazer as coisas. E, bem, se o gato estiver morto, basta enterrá-lo, não é mesmo?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Retrospectiva

BEM VINDOS À CENTÉSIMA POSTAGEM DO BLOG!

Estou morta de orgulho. Prometi que, quando chegasse a 100 postagens, ia fazer uma retrospectiva das outras 99 e tal, e aqui estou eu.
O blog começou porque eu tenho, e sempre tive, mania de blog. Até um dia desses, tinha 5 blogs. Estava na casa da Virgínia - toda vez que ia lá criava um novo - e resolvi criar o Bianca Quintella. Mas um blog com meu nome ficaria sem graça, então, me espelhei no nome do dela, I'll Keep it With Mine, e batizei de I'll Share it With You.
Com um blog criado e batizado, só faltava uma postagem pra chamar de minha. A Virgínia tava lendo o Ñ Intendo, e abrimos o joguinho da semana, NerveJangla. Acabamos nos viciando, eu não queria esquecer o link nem o nome do jogo, e criei a postagem chamada Game!. Como vocês podem ver, o nível de conteúdo dela é um pouco baixo. As postagens eram um tanto escassas, assim como minha inspiração, até que, em meados desse ano, eu conheci meu heartbrother, Felipe Cruz, e seus contos. Ele me inspirou a reativar meu blog. Obrigada, irmão!
Nunca imaginaria ter mais de 30 visualizações em um dia só - muito menos, em mais de uma postagem por semana. Setecentas visitas em um mês? Nossa, nem nos meus mais profundos sonhos. E não quero dar uma de famosa, mas obrigada a quem lê. Graças a vocês, eu fico toda emocionada quando abro a página de estatísticas e vejo meu gráfico todo cheio de curvas. Ainda tenho muito a crescer e a postar, mas adoro quando a inspiração vem e eu tenho algum lugar pra escrever que não seja uma folha de papel. Adoro partilhar idéias e opiniões sem me preocupar se alguém vai prestar atenção e depois ver que todo mundo prestou. Um acerto em cheio na minha vida é esse blog. Prometo continuar tornando públicas as minhas palavras.

sábado, 1 de outubro de 2011

É um alívio

Não tenho palavras para descrever minha indignação quando vejo alguém reclamar da vida. Às vezes, entendo, mas, mesmo assim, não consigo aceitar. O que mais seríamos?
a) Deuses
Vou pegar emprestado o raciocínio do meu irmão de heart, Felipe Cruz. Se fôssemos deuses, precisaríamos de que alguém acreditasse em nós para podermos existir. Logo, não é um alívio que sejamos humanos?
b) Animais
Ser um animal e depender de cuidados talvez seja pior que ser um deus e depender de crença. Quando se é um animal, tem-se duas opções: ser adotado por um humano ou não. A primeira opção significa que você será submetido às vontades do seu dono: "senta", "deita", "rola". Se ninguém te adota, todo mundo que passa 1) te acha repugnante ou 2) tem pena de você. Logo, não é um alívio que sejamos humanos?
c) Seres Inanimados
Tipo pedras. As pessoas dão topadas em seres inanimados e dizem "ah, foi só uma pedra." Ser chutado, atirado para longe, quebrado, comprado, vendido, mal cuidado, e, no final, alguém ainda dizer que você não presta e te deixar de lado.. Bem, isso não é para mim. Não é um alívio que sejamos humanos?
d) Extraterrestres
Talvez essa seja a melhor opção. Nunca se sabe, mas extraterrestres talvez vivam em condições muito melhores do que as nossas - aliás, isso me fascina de um jeito... -, em planetas bem cuidados e convivendo com outros seres muito mais desenvolvidos. Mas, bem, talvez eles nem existam. Acho que isso explica perfeitamente o porquê de eu preferir ser o que sou. Aliás, não é um alívio que sejamos humanos?
Não estou dizendo que as pessoas que reclamam da vida não têm nenhuma razão de reclamar, e sim, que ou se vive ou não se vive. E viver reclamando não adianta nada porque viver sem reclamar é muito melhor. Só isso. Eu mesma estava em uma situação em que achei que não tinha saída. Claro que doeu um pouco, mas hoje, quando dou colo para outras pessoas, sempre penso nisso. Existe, sim, uma saída. E não, não existem motivos para reclamação. É um alívio que sejamos humanos.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Bem-Vindo ao Inferno

O esgoto cheirava a... Esgoto. Ele estava com as roupas molhadas de andar por lá. Era nojento, escuro, frio, malcheiroso e cheio de insetos e roedores. Mas, bem, escolhera ser detetive porque gostava de sair da rotina. Não é todo dia que se entra em um esgoto à procura de rastros de um adolescente sequestrado há dois dias. Não é todo dia, também, que se recebe um telefonema oferecendo milhões de reais "pelo trabalho do melhor profissional da área".
Ele andava, munido apenas de uma lanterna, quando tropeçou e se molhou dos pés à cabeça na água cheia de resíduos. Aliás, se é que aquilo podia ser chamado de água. Ficou um tempo sentado, chafurdando, quando começou a escutar movimento. Era intenso demais para ser causado por roedores. Incorporou todos os detetives de cinema que conhecia, fez uma cara bem séria, colocou um dedo por cima da luz da lanterna para diminuir sua intensidade e moveu-se vagarosa e silenciosamente em direção ao som. À medida que avançava, ele ficava mais alto, mais constante. Quando beirou o insuportável, o detetive soube que estava perto. Parecia vir de dentro da parede. Obviamente, não era uma parede. "Ah", pensou, "que truque batido".
Tudo aconteceu num piscar de olhos. Ele havia encontrado a entrada, a porta de madeira - como não a vira antes? - se abriu, ele estava seco, cheiroso, num ambiente totalmente diferente. Alguma coisa curvilínea se movia em sua direção. Ela o tocou, espalhou seu perfume no corpo dele e, quando o detetive viu, os olhos mais azuis do mundo se divertiam, cheios de malícia. Helena era sua paixão desde sempre. Ela beijava seu pescoço, o acariciava e revirava os olhos. "Oh, Guilherme, eu senti muito a sua falta..", ela sussurrava, sedutora, em seu ouvido, enquanto o empurrava para uma superfície macia.
Guilherme era o melhor detetive que conhecia. Sempre desvendava os casos e nunca se prendia a futilidades. Mas Helena.. Ele não podia escapar. Fechou os olhos, deixou-se envolver, respirou o mais puro perfume, tocou os sedosos cabelos e beijou o pescoço mais macio do mundo. Sentiu o chão tremer, a cabeça girar e Helena parecia se distanciar. Alguma coisa o atingiu na cabeça. Abriu os olhos. Ela sumira, a cama também. O lugar fedia, era um buraco. Ainda estava com roupas molhadas cercado por roedores. Ao invés da moça, um homem de máscara sorriu amargamente.
"Bem-vindo ao inferno."

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ajudante?

Então, Dr. Lightmdn, o que o senhor acha dessas postagens novas com nomes ridículos tratando de coisa sérias?


(:

Milkshake (sobre a internet)

A internet é, sem dúvida, importante, e na maioria dos casos, fundamental. Isso acontece porque ela é a junção de todos os livros e todas as opiniões. A internet é um milshake, enquanto os livors não passam de sorvete.
Ao comprar um livro, você gasta árvores. Esse fato não será mais sustentável daqui a 50 anos, quando a humanidade lutar para conservar sua flora e fauna, então o jeito será substituir livros por computadores. E, daqui a 50 anos, o mundo vai estar muito mais globalizado, tornando a internet uma necessidade. Alguém escreverá um texto no Brasil e outra pessoa o estará lendo na Polinésia Francesa. Por causa da internet, e porque ela é imprescindível. Porque a internet é um milkshake sabor Mundo.

N Possibilidades (sobre tecnologia)

Olhe para seu celular. Ele é de última geração? Não? E você não gostaria de um novo? É claro que sim. E a sua televisão? Aquela de plasma, top de linha em 2006... Você não gostaria de uma em 3D? O ar condicionado, você não prefere uma central de ar? Existem N possibilidades.
Mas o constante lançamento de aparelhos tecnológicos não é prejudicial?
O prejuízo começa quando as indústrias eletroeletrônicas convencem as pessoas a trocar seus aparelhos com intervalos de tempo cada vez menores. Então, os aparelhos se juntam e viram o monstro que assola a sociedade nos dias de hoje: o lixo eletrônico.
O seu celular, sua televisão, seu computados e o seu ar-condicionado são eletroeletrônicos. E, por isso, são feitos com metais pesados, como cádmio, chumbo e berílio. Se entrarem em contato com o solo, poluem os lençóis freáticos. Se forem queimados, poluem a atmosfera. E, infelizmente, a reciclagem desse tipo de lixo ainda é uma tática em desenvolvimento.
Mas as necessidades dos seres humanos são cada vez maiores. O conceito de "telefone celular" é : "aparelho que transmite a palavra a grandes distâncias*", mas um celular só é considerado bom se tirar fotos, tiver um GPS, marcar e alertar você de seus compromissos, mandar mensagens, tiver fones de ouvido e jogos. E, no futuro, eles farão muito mais que isso, porque existem N possibilidades.
Cabe ao próprio ser humano decidir se o fato de as indústrias lançarem cada vez mais aparelhos será prejudicial ou não. Depende do tipo de consumismo que ele pratica. Se você compra um celular e fica com ele até que suas necessidades sejam maiores que os recursos que ele oferece, tudo bem trocar. Mas se cada vez que houver um celular novo no mercado, você quiser comprá-lo, aí sim isso vira um prejuízo. Porque além de se endividar muito, você estará poluindo o meio ambiente.
lançando aparelhos, as indústrias abrem, cada vez mais, o leque de possibilidades para os humanos. Isso é normal, é o desenvolvimento, é o progresso que tanto desejamos, é o lema da fábrica de celulares japonesa Nokia: existem N possibilidades.



* de acordo com o Dicionário Melhoramentos da Língua Portuguesa, 2001.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

parabéns, parabéns!

FALTAM 3 DIAAAAAAAAAAAAAAAS *-*
pro meu aniversário, nhá!
só queria que todos soubessem :D
Dr. Lightman, o que o senhor acha disso?



haha, ignorem esse post idiota.
Bgs.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Todas as zebras são diferentes. (Sobre a imprensa)

Todas as zebras são diferentes. Em um conceito tão simples, "animal branco com listras pretas", e em um mundo tão grande e tão cheio de zebras, não há uma zebra sequer que seja igual.
A mesma coisa acontece com os humanos. Cor do cabelo, dos olhos, da pele, estilos diferentes, opiniões diferentes. E muitas vezes as pessoas se desentendem por ser diferentes.
Mas tudo é diferente; tudo muda. Inclusive o papel que aimprensa exerce e a influência que ela tem sobre a sociedade. Então, há duas teorias: a primeira diz que a informação que ela traz ajuda a construir a sociedade democrática perfeita, enquanto a segunda diz que a imprensa é só um meio de "lavagem cerebral", para manter as massas hipnotizadas. Diante disso, reafirmo: tudo muda.
Voltamos aos tempos de Hitler. Ele queria divulgar sua imagem, fazer o povo acreditar que segui-lo e apoiar suas ideias era a coisa certa a fazer. Sabiamente, usava a imprensa para isso - lavagem cerebral.
Avançamos um pouco até a ditadura no Brasil. O rádio, a televisão, todos os meios de comunicação só podiam levar ao ar aquilo que os ditadores aprovassem. Lavagem cerebral, censura.
Mas o mundo é uma metamorfose ambulante e o papel da imprensa passou de lagarta para borboleta. Agora, ela não tem um papel fixo. Nem hipnotizar a população, nem fazê-la perfeita. Porque não existe sociedade democrática perfeita, e nem existe um jeito de fazer todos pensarem igual, porque todas as zebras são diferentes.
Atualmente, a única coisa que a imprensa pode fazer é expressar sua opinião. E aos humanos cabe formar sua própria opinião a partir das hipóteses que lhe são apresentadas. Cada um com sua opinião, livres para fazer do pensamento o que quiserem, porque todas as zebras são diferentes.

Pense, pare, compre, beba

Ter uma opinião solidamente formada é uma coisa muito complexa. Analise, leia, examine. Você precisa de rapidez de raciocínio. Discernimento, habilidade, praticidade, objetividade, destreza... Seja um caçador. Busque bons textos, bons sautores. Mastigue várias hipóteses, engula as que não lhe parecem cabíveis e, digerindo as que, para você, chegam mais perto da verdade, misture a elas seu bom senso e você terá uma legítima opinião própria.