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domingo, 2 de dezembro de 2012
Sentido
Acordar seria dormir, e dormir seria acordar; não os conceitos trocados, só o significado relativo. Acordar seria entrar em um estado de sonho, onde somos donos das nossas vontades, temos ambições e vemos as coisas irem e virem, e dormir seria a realidade, em que as coisas sempre acontecem de um jeito diferente. Faz sentido, a vida não ter que passar tão rápido. Faz sentido, o céu nem sempre ter que ser azul, e a gente poder morrer mais de uma vez. Faz sentido não fazer sentido nenhum. Uma vez escutei alguém dizer que o sonho é a vida e a vida é o sonho, e, parando para pensar, por que não?
domingo, 7 de outubro de 2012
Procurado
Era procurado em todos os lugares do mundo. Negro, alto, forte e gatuno, ele assassinava as vítimas a sangue frio e ia embora como se nada tivesse acontecido. Sem rastros. Não pensava em estratégias - essa era a melhor estratégia, em sua opinião. Anos e anos se passavam, e a coleção de casos arquivados cometidos por ele crescia. Como ele se safava de todas as autoridades? Voltando onde elas já tinham procurado. Nesse momento, ele está fumando em cima do gramado onde desovou sua primeira vítima. Era procurado em todos os lugares do mundo, menos no exato lugar onde estava.
domingo, 29 de abril de 2012
Aviação
A aviação sempre foi um dos ramos mais glamourosos de todos, ou deveria ser. Principalmente no Brasil, onde há uma deficiência de pilotos. Isso acontece porque o curso de ciências aeronáuticas é caro, e as horas de voo, mais caras ainda. O fato de o Brasil ser um país em desenvolvimento, com alta circulação de turistas nos grandes centros, torna ridículo o fato de que a aviação e os aeroportos brasileiros são grandes bostas.
Quem conhece o aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, sabe a raiva que se passa lá, quando, 100% das vezes, o portão de embarque é trocado na última hora, sabe que os horários dos voos são tão mal administrados, que, muitas vezes, as pessoas não têm onde sentar. O aeroporto de Santa Genoveva, em Goiânia, é outro grande lixo. Isso sem falar no aeroporto Atlas Brasil Cantanhede, de Boa Vista, em que a quase inexistente praça de alimentação fecha às 2h da madrugada e um dos dois (sim, DOIS!) voos diários chega às 4h e os passageiros ficam sem ter o que comer.
Quando se compara a aviação brasileira dos anos 80 e 90 e a atual, é vergonhoso. Eu me lembro de comer em louça de verdade, com talheres Tramontina de aço inoxidável cunhados com o símbolo da Varig em dourado e de ganhar, das aeromoças, livrinhos de colorir e lápis-de-cor do Variguinho. Aeromoças essas, que, por sinal, eram lindas, educadas e tinham o inglês perfeito. O único detalhe é que Boa Vista - São Paulo, nessa época, custava cinco mil reais. Hoje em dia se consegue por até duzentos, mas, por outro lado, os talheres e livrinhos de colorir foram substituídos por guardanapos finos, barrinhas de cereal e bebidas de má qualidade. Comparando o público, também, percebe-se que, antigamente, as viagens de avião eram só para a crème de la crème brasileira, a alta sociedade. Hoje, qualquer um pode viajar. Houve uma popularização dos preços e da aviação de tal modo que a falta de educação que se vê nos aviões é revoltante e não é, de modo algum, justificável, mesmo que o Brasil seja um país de terceiro mundo. Ser de origem humilde é bem diferente de ser porco e mal-educado.
Isso nos traz a um outro assunto importante: a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos que o Brasil sediará. Na minha opinião, antes de reformar os estádios de futebol e pensar se deveríamos ou não autorizar a venda de cachaça neles, deveríamos nos preocupar em reformar a aviação. Os turistas não vão chegar no Brasil pelo Maracanã, eles vêm de avião. Eles precisam entender o inglês que as aeromoças falam - se é que aquilo pode ser chamado de inglês - e precisam conseguir se mover nos aeroportos, sem mudanças súbitas de portões (e os idosos e deficientes? Já vi muitos que perderam voos porque não se locomovem rápido o suficiente), sem maus tratos dos tripulantes e, principalmente, sem atrasos, cancelamentos e overbooking. Quanto às ruas das grandes cidades e blá blá blá, pouco me importa; o que sei é que aconselho todos os brasileiros a comprarem vassouras para viajar em 2014 e 2016.
Quem conhece o aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, sabe a raiva que se passa lá, quando, 100% das vezes, o portão de embarque é trocado na última hora, sabe que os horários dos voos são tão mal administrados, que, muitas vezes, as pessoas não têm onde sentar. O aeroporto de Santa Genoveva, em Goiânia, é outro grande lixo. Isso sem falar no aeroporto Atlas Brasil Cantanhede, de Boa Vista, em que a quase inexistente praça de alimentação fecha às 2h da madrugada e um dos dois (sim, DOIS!) voos diários chega às 4h e os passageiros ficam sem ter o que comer.
Quando se compara a aviação brasileira dos anos 80 e 90 e a atual, é vergonhoso. Eu me lembro de comer em louça de verdade, com talheres Tramontina de aço inoxidável cunhados com o símbolo da Varig em dourado e de ganhar, das aeromoças, livrinhos de colorir e lápis-de-cor do Variguinho. Aeromoças essas, que, por sinal, eram lindas, educadas e tinham o inglês perfeito. O único detalhe é que Boa Vista - São Paulo, nessa época, custava cinco mil reais. Hoje em dia se consegue por até duzentos, mas, por outro lado, os talheres e livrinhos de colorir foram substituídos por guardanapos finos, barrinhas de cereal e bebidas de má qualidade. Comparando o público, também, percebe-se que, antigamente, as viagens de avião eram só para a crème de la crème brasileira, a alta sociedade. Hoje, qualquer um pode viajar. Houve uma popularização dos preços e da aviação de tal modo que a falta de educação que se vê nos aviões é revoltante e não é, de modo algum, justificável, mesmo que o Brasil seja um país de terceiro mundo. Ser de origem humilde é bem diferente de ser porco e mal-educado.
Isso nos traz a um outro assunto importante: a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos que o Brasil sediará. Na minha opinião, antes de reformar os estádios de futebol e pensar se deveríamos ou não autorizar a venda de cachaça neles, deveríamos nos preocupar em reformar a aviação. Os turistas não vão chegar no Brasil pelo Maracanã, eles vêm de avião. Eles precisam entender o inglês que as aeromoças falam - se é que aquilo pode ser chamado de inglês - e precisam conseguir se mover nos aeroportos, sem mudanças súbitas de portões (e os idosos e deficientes? Já vi muitos que perderam voos porque não se locomovem rápido o suficiente), sem maus tratos dos tripulantes e, principalmente, sem atrasos, cancelamentos e overbooking. Quanto às ruas das grandes cidades e blá blá blá, pouco me importa; o que sei é que aconselho todos os brasileiros a comprarem vassouras para viajar em 2014 e 2016.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Música
Quando era criancinha, eu ganhei um MP3 daqueles ovais, vermelhos, assim. Coloquei nele a música que meu pai cantava pra me fazer dormir, a preferida da vovó e uma que fazia minha mãe chorar. Um dia, sentei na frente do computador e descobri que existiam muitas músicas no mundo. Intermináveis. A comparação que eu fazia era que o mundo da música era tão enorme quanto o mundo em que eu vivia, talvez até maior, porque ele estava em constante expansão. Eu incorporava uma música por dia ao meu repertório, sempre de um artista diferente. Cresci e ganhei MP4, MP5, iPod. E a música me ensinou métrica, idiomas novos, rimas e uma infinidade de outras coisas. O melhor que aprendi foi a jogar tudo o que se passava na minha cabeça em um papel e botar uma melodia bonita - o que acontecia era que as pessoas amavam escutar meus problemas e dúvidas. Fiz amigos, com a música. Amigos que tinham os mesmos problemas e dúvidas que eu. Arranjei namorada cantando. Quando casei, entreguei à minha noiva a lista de músicas pronta, todas especiais. Diferentes. Devo tudo a ela, à música. A palavra, em si, e o seu significado. Ah, a música. Ela é tão sonora.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Sobre Cotas
Não sou negra, sou branca. Não sou deficiente, nem física e nem mental. Não sou indígena. Em hipótese alguma, as leis federais me concedem o direito de ingressar numa faculdade fazendo o uso de cotas. Também não sou pobre e nem estudo em escola pública. E se eu fosse negra, mesmo sendo rica e tendo um alto nível de potencial, poderia usar as cotas para entrar em uma faculdade, só para me valer dessa facilidade. Se me faltasse um dedo, se eu tivesse uma perna mais curta que a outra, eu poderia usar as cotas também. Mas se eu fosse uma pessoa branca, em perfeitas condições físicas, e pobre, sem condições para pagar uma escola ou faculdade particular, não teria direito a cotas.
Não sei qual é o sentido que isso faz. Tem gente por aí que estuda nas escolas públicas do interior, e, independente da cor e da quantidade de dedos ou comprimento das pernas, é muito mais bem instruída do que gente que tem todas as condições financeiras necessárias para ter um nível de instrução astronomicamente maior. Porque quem quer estudar estuda em qualquer lugar.
As cotas devem existir, sim. Mas não do jeito que existem agora, para todos os negros e todos os indígenas e todos os deficientes. Desse jeito, elas não estão ajudando, e sim, atrapalhando. Estão abrindo brechas para quem quer se aproveitar da facilidade de não precisar passar em um vestibular para estar na faculdade. As cotas devem ser separadas de acordo com a renda mensal de cada um, independente da cor, porque não existem escolas próprias para negros ou brancos. E nem todo tipo de deficiência deveria ser admitido, pelo simples fato de que certas deficiências são sinônimos de incapacidade, e outras não. Se eu tivesse uma perna mais comprida que a outra, seria deficiente e teria minha vaga em muitas universidades garantida, sem ter nenhuma incapacidade. E isso seria extremamente injusto com quem realmente tem algum tipo de deficiência e que precisa das cotas.
A última frase do parágrafo anterior me fez pensar que ninguém realmente precisa de cotas. Afinal, deficientes mentais, que seriam incapazes de passar em um vestibular, seriam capazes de passar em todas as matérias da faculdade? E, mesmo se passassem, seriam eles capazes de exercer serviços de qualidade no mercado profissional? E os negros, que nunca tiveram condições de pagar por cursos de inglês e escolas particulares, não seriam capazes de pegar emprestados os livros de uma biblioteca municipal e estudar com base neles? Nos Estados Unidos, tem gente que nunca foi à escola, que foi educada em casa, e cresceu na vida tanto quanto ou até mais que quem foi. No Brasil, isso só não acontece porque é proibido.
Só posso afirmar, com certeza, uma coisa: quando as cotas não existiam, todo mundo ingressava na faculdade pelos mesmos meios, e só conseguiam os que eram capazes. E o nível de escolaridade e as condições financeiras não determinam o nível de informação.
O outro gume da faca está aqui.
Não sei qual é o sentido que isso faz. Tem gente por aí que estuda nas escolas públicas do interior, e, independente da cor e da quantidade de dedos ou comprimento das pernas, é muito mais bem instruída do que gente que tem todas as condições financeiras necessárias para ter um nível de instrução astronomicamente maior. Porque quem quer estudar estuda em qualquer lugar.
As cotas devem existir, sim. Mas não do jeito que existem agora, para todos os negros e todos os indígenas e todos os deficientes. Desse jeito, elas não estão ajudando, e sim, atrapalhando. Estão abrindo brechas para quem quer se aproveitar da facilidade de não precisar passar em um vestibular para estar na faculdade. As cotas devem ser separadas de acordo com a renda mensal de cada um, independente da cor, porque não existem escolas próprias para negros ou brancos. E nem todo tipo de deficiência deveria ser admitido, pelo simples fato de que certas deficiências são sinônimos de incapacidade, e outras não. Se eu tivesse uma perna mais comprida que a outra, seria deficiente e teria minha vaga em muitas universidades garantida, sem ter nenhuma incapacidade. E isso seria extremamente injusto com quem realmente tem algum tipo de deficiência e que precisa das cotas.
A última frase do parágrafo anterior me fez pensar que ninguém realmente precisa de cotas. Afinal, deficientes mentais, que seriam incapazes de passar em um vestibular, seriam capazes de passar em todas as matérias da faculdade? E, mesmo se passassem, seriam eles capazes de exercer serviços de qualidade no mercado profissional? E os negros, que nunca tiveram condições de pagar por cursos de inglês e escolas particulares, não seriam capazes de pegar emprestados os livros de uma biblioteca municipal e estudar com base neles? Nos Estados Unidos, tem gente que nunca foi à escola, que foi educada em casa, e cresceu na vida tanto quanto ou até mais que quem foi. No Brasil, isso só não acontece porque é proibido.
Só posso afirmar, com certeza, uma coisa: quando as cotas não existiam, todo mundo ingressava na faculdade pelos mesmos meios, e só conseguiam os que eram capazes. E o nível de escolaridade e as condições financeiras não determinam o nível de informação.
O outro gume da faca está aqui.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Destino Final
Eu já não tinha mais medo, receio ou curiosidade. Estava conformada com o destino que julgava ser meu. Andava, decidida, com passos firmes e frios. Aproveitava todos os meus sentidos. Meus pés tocavam com carinho a areia, meu nariz ardia um pouco com o cheiro salgado, meus olhos se aproximavam do enorme despenhadeiro e meus ouvidos percebiam, a cada passo, o fim me chamando. Cheguei ao fim do caminho, entre a areia e o mar, só havia meu corpo. Despi-me, para que alguém, que, no futuro, me procurasse, soubesse onde eu estava. Balancei-me perigosamente, peguei todo o impulso possível e saltei, cheia de malícia.
Eu estava voando, o vendo era gelado e o barulho da velocidade era inconfundível. O dourado de meus cabelos não se misturava bem à paisagem cinzenta. Aproveitei o vento e a queda livre para me mexer um pouco e soltar uma última gargalhada. Por fim, retesei o corpo e fechei os olhos. A água era meu destino final.
Eu estava voando, o vendo era gelado e o barulho da velocidade era inconfundível. O dourado de meus cabelos não se misturava bem à paisagem cinzenta. Aproveitei o vento e a queda livre para me mexer um pouco e soltar uma última gargalhada. Por fim, retesei o corpo e fechei os olhos. A água era meu destino final.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Lorraine
Lorraine era conhecida na escola como Rain, por ser cinzenta e tristonha. Desde pequena, não parecia conhecer a vida de verdade, e sim, viver em um universo paralelo. Seus pais, no início, acharam que ela era autista, mas, mais tarde, ela foi diagnosticada como psicopata. Entendia o amor, a felicidade, o ciúmes e outros sentimentos em geral, mas não os tinha dentro de si. Ela não sentia nada. Sua mãe sofria muito por isso.
Um dia, Rain sumiu. Foi a uma festa e não voltou mais. Seus pais chamaram todas as unidades de investigação possíveis, espalharam cartazes pela França inteira, mas não encontraram a filha. Os meses passavam, as esperanças de todos diminuíam, e a menina não aparecia. Nem uma única pista. Nem uma digital, nem um fio de cabelo, nem pegadas, marcas de pneu, fios de roupas, objetos perdidos. Nada.
Um belo dia, seis meses depois, os Louis e Vivianne Sabin chegaram em casa e se depararam com a filha sentada no sofá da sala. Abraçaram-na, incrédulos e chorosos, mas quando perguntaram a Rain onde ela estivera, a resposta foi:
- Minha vida está condicionada à ignorância de vocês em relação a isso.
Eles aceitaram, hesitantes, mas conformados. Com as semanas, Vivianne percebeu que Rain não era mais uma gota de chuva inconsistente, e sim, um raio de sol sólido e brilhante, estava cheia de vida como se nunca houvesse deixado de sentir nada.
Ela subiu as escadas de madeira, entrou no quarto onde o marido cochilava, acendeu a luz e bateu a porta violentamente.
- Céus, Vivianne, por que tanto alarde?
- Lorraine não é psicopata.
- Não vamos falar disso de novo...
- Ela sente, Louis! Ela sente!
- Não. Escute, ela não sente.
- Eu sei onde ela esteve durante esses seis meses.
Louis levantou, alarmado, com as pupilas dilatadas e as mãos trêmulas.
- Onde?
- Descobrindo o amor.
Um dia, Rain sumiu. Foi a uma festa e não voltou mais. Seus pais chamaram todas as unidades de investigação possíveis, espalharam cartazes pela França inteira, mas não encontraram a filha. Os meses passavam, as esperanças de todos diminuíam, e a menina não aparecia. Nem uma única pista. Nem uma digital, nem um fio de cabelo, nem pegadas, marcas de pneu, fios de roupas, objetos perdidos. Nada.
Um belo dia, seis meses depois, os Louis e Vivianne Sabin chegaram em casa e se depararam com a filha sentada no sofá da sala. Abraçaram-na, incrédulos e chorosos, mas quando perguntaram a Rain onde ela estivera, a resposta foi:
- Minha vida está condicionada à ignorância de vocês em relação a isso.
Eles aceitaram, hesitantes, mas conformados. Com as semanas, Vivianne percebeu que Rain não era mais uma gota de chuva inconsistente, e sim, um raio de sol sólido e brilhante, estava cheia de vida como se nunca houvesse deixado de sentir nada.
Ela subiu as escadas de madeira, entrou no quarto onde o marido cochilava, acendeu a luz e bateu a porta violentamente.
- Céus, Vivianne, por que tanto alarde?
- Lorraine não é psicopata.
- Não vamos falar disso de novo...
- Ela sente, Louis! Ela sente!
- Não. Escute, ela não sente.
- Eu sei onde ela esteve durante esses seis meses.
Louis levantou, alarmado, com as pupilas dilatadas e as mãos trêmulas.
- Onde?
- Descobrindo o amor.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Axl
Todo mundo estava reclamando do atraso do Axl Rose e fazendo piadinhas. Eu,mesma, participei disso. Ele se atrasou, é verdade, e muito. Estava previsto para entrar no palco às 0h 40 e entrou 2h 50. Isso merece muitas piadinhas. Mas vaias...
Cara, pensem bem, é o Axl Rose. Ele tem mais tempo de carreira que eu e minha mãe juntas. Ele pode estar gordo, acabado, com cabelo ruim, capa de chuva ridícula, se sentindo uma estrela e duas horas - ou mais - atrasado, mas não deixa de ser quem é. Seu nome nunca vai se perder. Tanto é que as cem mil pessoas ainda estão ali. Mesmo com essa chuva torrencial.
É que é mágica, sabe? A música? Ah, a música... É bem assim que acontece. Ele não fez nada além de se atrasar. Acontece com todo mundo, é só uma questão de proporção. Por exemplo, você se atrasa quando tem uma pessoa esperando e ela fica com raiva porque você se atrasou mas estava ansiosa para te ver. O Axl se atrasa com cem mil pessoas esperando e, bem, o resultado, todos sabem.
Todo mundo que tava vaiando cala a boca e sente o arrepio, o aperto no coração, aquela emoção involuntária, por saber que a hora chegou. Todo mundo cala a boca porque é o Axl Rose e ele merece - além da indignação básica - muito barulho e aplausos até as mãos ficarem dormentes. Música é mágica, o Axl é mágico. A música que o Axl produz merece espera.
Cara, pensem bem, é o Axl Rose. Ele tem mais tempo de carreira que eu e minha mãe juntas. Ele pode estar gordo, acabado, com cabelo ruim, capa de chuva ridícula, se sentindo uma estrela e duas horas - ou mais - atrasado, mas não deixa de ser quem é. Seu nome nunca vai se perder. Tanto é que as cem mil pessoas ainda estão ali. Mesmo com essa chuva torrencial.
É que é mágica, sabe? A música? Ah, a música... É bem assim que acontece. Ele não fez nada além de se atrasar. Acontece com todo mundo, é só uma questão de proporção. Por exemplo, você se atrasa quando tem uma pessoa esperando e ela fica com raiva porque você se atrasou mas estava ansiosa para te ver. O Axl se atrasa com cem mil pessoas esperando e, bem, o resultado, todos sabem.
Todo mundo que tava vaiando cala a boca e sente o arrepio, o aperto no coração, aquela emoção involuntária, por saber que a hora chegou. Todo mundo cala a boca porque é o Axl Rose e ele merece - além da indignação básica - muito barulho e aplausos até as mãos ficarem dormentes. Música é mágica, o Axl é mágico. A música que o Axl produz merece espera.
sábado, 1 de outubro de 2011
É um alívio
Não tenho palavras para descrever minha indignação quando vejo alguém reclamar da vida. Às vezes, entendo, mas, mesmo assim, não consigo aceitar. O que mais seríamos?
a) Deuses
Vou pegar emprestado o raciocínio do meu irmão de heart, Felipe Cruz. Se fôssemos deuses, precisaríamos de que alguém acreditasse em nós para podermos existir. Logo, não é um alívio que sejamos humanos?
b) Animais
Ser um animal e depender de cuidados talvez seja pior que ser um deus e depender de crença. Quando se é um animal, tem-se duas opções: ser adotado por um humano ou não. A primeira opção significa que você será submetido às vontades do seu dono: "senta", "deita", "rola". Se ninguém te adota, todo mundo que passa 1) te acha repugnante ou 2) tem pena de você. Logo, não é um alívio que sejamos humanos?
c) Seres Inanimados
Tipo pedras. As pessoas dão topadas em seres inanimados e dizem "ah, foi só uma pedra." Ser chutado, atirado para longe, quebrado, comprado, vendido, mal cuidado, e, no final, alguém ainda dizer que você não presta e te deixar de lado.. Bem, isso não é para mim. Não é um alívio que sejamos humanos?
d) Extraterrestres
Talvez essa seja a melhor opção. Nunca se sabe, mas extraterrestres talvez vivam em condições muito melhores do que as nossas - aliás, isso me fascina de um jeito... -, em planetas bem cuidados e convivendo com outros seres muito mais desenvolvidos. Mas, bem, talvez eles nem existam. Acho que isso explica perfeitamente o porquê de eu preferir ser o que sou. Aliás, não é um alívio que sejamos humanos?
Não estou dizendo que as pessoas que reclamam da vida não têm nenhuma razão de reclamar, e sim, que ou se vive ou não se vive. E viver reclamando não adianta nada porque viver sem reclamar é muito melhor. Só isso. Eu mesma estava em uma situação em que achei que não tinha saída. Claro que doeu um pouco, mas hoje, quando dou colo para outras pessoas, sempre penso nisso. Existe, sim, uma saída. E não, não existem motivos para reclamação. É um alívio que sejamos humanos.
a) Deuses
Vou pegar emprestado o raciocínio do meu irmão de heart, Felipe Cruz. Se fôssemos deuses, precisaríamos de que alguém acreditasse em nós para podermos existir. Logo, não é um alívio que sejamos humanos?
b) Animais
Ser um animal e depender de cuidados talvez seja pior que ser um deus e depender de crença. Quando se é um animal, tem-se duas opções: ser adotado por um humano ou não. A primeira opção significa que você será submetido às vontades do seu dono: "senta", "deita", "rola". Se ninguém te adota, todo mundo que passa 1) te acha repugnante ou 2) tem pena de você. Logo, não é um alívio que sejamos humanos?
c) Seres Inanimados
Tipo pedras. As pessoas dão topadas em seres inanimados e dizem "ah, foi só uma pedra." Ser chutado, atirado para longe, quebrado, comprado, vendido, mal cuidado, e, no final, alguém ainda dizer que você não presta e te deixar de lado.. Bem, isso não é para mim. Não é um alívio que sejamos humanos?
d) Extraterrestres
Talvez essa seja a melhor opção. Nunca se sabe, mas extraterrestres talvez vivam em condições muito melhores do que as nossas - aliás, isso me fascina de um jeito... -, em planetas bem cuidados e convivendo com outros seres muito mais desenvolvidos. Mas, bem, talvez eles nem existam. Acho que isso explica perfeitamente o porquê de eu preferir ser o que sou. Aliás, não é um alívio que sejamos humanos?
Não estou dizendo que as pessoas que reclamam da vida não têm nenhuma razão de reclamar, e sim, que ou se vive ou não se vive. E viver reclamando não adianta nada porque viver sem reclamar é muito melhor. Só isso. Eu mesma estava em uma situação em que achei que não tinha saída. Claro que doeu um pouco, mas hoje, quando dou colo para outras pessoas, sempre penso nisso. Existe, sim, uma saída. E não, não existem motivos para reclamação. É um alívio que sejamos humanos.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Senti-me Ameaçada
Fabrício tinha complexo de Édipo e isso era muito claro para mim. Crescemos juntos, nossas mães eram amigas e ele sempre me amara. Chegou até a me dar uns presentes de dia dos namorados, algumas vezes. Se não fosse tão estranho, seria legal.
Antes ele não falava com ninguém, depois começou a falar com todo mundo e agora está um tanto estranho. Na verdade, ele está assustadoramente estranho.
Saímos para jantar e comemorar o aniversário de uma das amigas das nossas mães. Eu, ele, a irmã dele e a minha prima sentamos em uma mesa separada e fomos jogar Uno. Ele sorria demais. Quando falava, repetia a própria fala, um pouco mais baixo. Falava muito alto. Usava muito a força física. E ele tinha um olhar vidrado como se alguma coisa importasse mais do que tudo no mundo.
Eu não entendo, ele costumava ser tão normal.. É nessas horas que a gente vê como as pessoas são diferentes umas das outras. Como era possível que Fabrício tivesse uma espécie de doença rara - ou, talvez, até desconhecida, porque, mesmo sendo filho de psicóloga, já visitara os melhores profissionais e nunca fora diagnosticado com nada além do Complexo de Édipo - e pudesse parecer um simples geniozinho adolescente perto de mim?
Estávamos jogando usando a regra do 9: toda vez que um desses é colocado na mesa, os jogadores têm que bater a mão em cima dele e o último a fazê-lo compra 4 cartas. Ele jogou. Só colocou a mão depois de mim, e minha prima e a irmã dele o fizeram em seguida. Quando elas retiraram as mãos, ele não fez o mesmo. Ficou com a mão, forte, em cima da minha, me prendendo. Ele me olhava e sorria, atento, um tanto ameaçador. Sua expressão não era mais de adolescente. Era quase como se fosse... Um assassino. Era agora um homem e estava me deixando muito apavorada. Não sei o que ele tem, mas estava olhando para mim e manifestando todos os sintomas da estranheza de ultimamente.
Tenho medo que algum dia Fabrício faça alguma coisa terrível.
Antes ele não falava com ninguém, depois começou a falar com todo mundo e agora está um tanto estranho. Na verdade, ele está assustadoramente estranho.
Saímos para jantar e comemorar o aniversário de uma das amigas das nossas mães. Eu, ele, a irmã dele e a minha prima sentamos em uma mesa separada e fomos jogar Uno. Ele sorria demais. Quando falava, repetia a própria fala, um pouco mais baixo. Falava muito alto. Usava muito a força física. E ele tinha um olhar vidrado como se alguma coisa importasse mais do que tudo no mundo.
Eu não entendo, ele costumava ser tão normal.. É nessas horas que a gente vê como as pessoas são diferentes umas das outras. Como era possível que Fabrício tivesse uma espécie de doença rara - ou, talvez, até desconhecida, porque, mesmo sendo filho de psicóloga, já visitara os melhores profissionais e nunca fora diagnosticado com nada além do Complexo de Édipo - e pudesse parecer um simples geniozinho adolescente perto de mim?
Estávamos jogando usando a regra do 9: toda vez que um desses é colocado na mesa, os jogadores têm que bater a mão em cima dele e o último a fazê-lo compra 4 cartas. Ele jogou. Só colocou a mão depois de mim, e minha prima e a irmã dele o fizeram em seguida. Quando elas retiraram as mãos, ele não fez o mesmo. Ficou com a mão, forte, em cima da minha, me prendendo. Ele me olhava e sorria, atento, um tanto ameaçador. Sua expressão não era mais de adolescente. Era quase como se fosse... Um assassino. Era agora um homem e estava me deixando muito apavorada. Não sei o que ele tem, mas estava olhando para mim e manifestando todos os sintomas da estranheza de ultimamente.
Tenho medo que algum dia Fabrício faça alguma coisa terrível.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Ajudante?
Milkshake (sobre a internet)
A internet é, sem dúvida, importante, e na maioria dos casos, fundamental. Isso acontece porque ela é a junção de todos os livros e todas as opiniões. A internet é um milshake, enquanto os livors não passam de sorvete.
Ao comprar um livro, você gasta árvores. Esse fato não será mais sustentável daqui a 50 anos, quando a humanidade lutar para conservar sua flora e fauna, então o jeito será substituir livros por computadores. E, daqui a 50 anos, o mundo vai estar muito mais globalizado, tornando a internet uma necessidade. Alguém escreverá um texto no Brasil e outra pessoa o estará lendo na Polinésia Francesa. Por causa da internet, e porque ela é imprescindível. Porque a internet é um milkshake sabor Mundo.
Ao comprar um livro, você gasta árvores. Esse fato não será mais sustentável daqui a 50 anos, quando a humanidade lutar para conservar sua flora e fauna, então o jeito será substituir livros por computadores. E, daqui a 50 anos, o mundo vai estar muito mais globalizado, tornando a internet uma necessidade. Alguém escreverá um texto no Brasil e outra pessoa o estará lendo na Polinésia Francesa. Por causa da internet, e porque ela é imprescindível. Porque a internet é um milkshake sabor Mundo.
N Possibilidades (sobre tecnologia)
Olhe para seu celular. Ele é de última geração? Não? E você não gostaria de um novo? É claro que sim. E a sua televisão? Aquela de plasma, top de linha em 2006... Você não gostaria de uma em 3D? O ar condicionado, você não prefere uma central de ar? Existem N possibilidades.
Mas o constante lançamento de aparelhos tecnológicos não é prejudicial?
O prejuízo começa quando as indústrias eletroeletrônicas convencem as pessoas a trocar seus aparelhos com intervalos de tempo cada vez menores. Então, os aparelhos se juntam e viram o monstro que assola a sociedade nos dias de hoje: o lixo eletrônico.
O seu celular, sua televisão, seu computados e o seu ar-condicionado são eletroeletrônicos. E, por isso, são feitos com metais pesados, como cádmio, chumbo e berílio. Se entrarem em contato com o solo, poluem os lençóis freáticos. Se forem queimados, poluem a atmosfera. E, infelizmente, a reciclagem desse tipo de lixo ainda é uma tática em desenvolvimento.
Mas as necessidades dos seres humanos são cada vez maiores. O conceito de "telefone celular" é : "aparelho que transmite a palavra a grandes distâncias*", mas um celular só é considerado bom se tirar fotos, tiver um GPS, marcar e alertar você de seus compromissos, mandar mensagens, tiver fones de ouvido e jogos. E, no futuro, eles farão muito mais que isso, porque existem N possibilidades.
Cabe ao próprio ser humano decidir se o fato de as indústrias lançarem cada vez mais aparelhos será prejudicial ou não. Depende do tipo de consumismo que ele pratica. Se você compra um celular e fica com ele até que suas necessidades sejam maiores que os recursos que ele oferece, tudo bem trocar. Mas se cada vez que houver um celular novo no mercado, você quiser comprá-lo, aí sim isso vira um prejuízo. Porque além de se endividar muito, você estará poluindo o meio ambiente.
lançando aparelhos, as indústrias abrem, cada vez mais, o leque de possibilidades para os humanos. Isso é normal, é o desenvolvimento, é o progresso que tanto desejamos, é o lema da fábrica de celulares japonesa Nokia: existem N possibilidades.
* de acordo com o Dicionário Melhoramentos da Língua Portuguesa, 2001.
Mas o constante lançamento de aparelhos tecnológicos não é prejudicial?
O prejuízo começa quando as indústrias eletroeletrônicas convencem as pessoas a trocar seus aparelhos com intervalos de tempo cada vez menores. Então, os aparelhos se juntam e viram o monstro que assola a sociedade nos dias de hoje: o lixo eletrônico.
O seu celular, sua televisão, seu computados e o seu ar-condicionado são eletroeletrônicos. E, por isso, são feitos com metais pesados, como cádmio, chumbo e berílio. Se entrarem em contato com o solo, poluem os lençóis freáticos. Se forem queimados, poluem a atmosfera. E, infelizmente, a reciclagem desse tipo de lixo ainda é uma tática em desenvolvimento.
Mas as necessidades dos seres humanos são cada vez maiores. O conceito de "telefone celular" é : "aparelho que transmite a palavra a grandes distâncias*", mas um celular só é considerado bom se tirar fotos, tiver um GPS, marcar e alertar você de seus compromissos, mandar mensagens, tiver fones de ouvido e jogos. E, no futuro, eles farão muito mais que isso, porque existem N possibilidades.
Cabe ao próprio ser humano decidir se o fato de as indústrias lançarem cada vez mais aparelhos será prejudicial ou não. Depende do tipo de consumismo que ele pratica. Se você compra um celular e fica com ele até que suas necessidades sejam maiores que os recursos que ele oferece, tudo bem trocar. Mas se cada vez que houver um celular novo no mercado, você quiser comprá-lo, aí sim isso vira um prejuízo. Porque além de se endividar muito, você estará poluindo o meio ambiente.
lançando aparelhos, as indústrias abrem, cada vez mais, o leque de possibilidades para os humanos. Isso é normal, é o desenvolvimento, é o progresso que tanto desejamos, é o lema da fábrica de celulares japonesa Nokia: existem N possibilidades.
* de acordo com o Dicionário Melhoramentos da Língua Portuguesa, 2001.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
argh
argh, argh, argh, argh.
Argh.
Eu queria colo, queria espaço, queria fechar os olhos e sentir um abraço tão apertado que me envolvesse toda.
Só que quando fico chateada, alguém vem me dizer que é frescura minha pk tem gente passando fome na África, e tem gente morrendo e gente que vive com menos de 1 real por dia. E eu tenho tempo sobrando pra fazer um blog, e dinheiro pra ficar postando nele com o meu computador, sempre que quero.
Mas fala sério, se fosse você, se você ficasse chateado mesmo que fosse por uma besteira, ia querer ouvir isso ?
Claro que não.
CLARO QUE NÃO.
Porque humanos são assim, esse é o mundo e a desigualdade social existe! Então não é culpa minha se tem alguém no Brasil e/ou no mundo que vive com menos de 1 real por dia. Se eu pudesse, ajudava, mas não posso fazer nada. No momento, queria colo, queria palavras que me acalentassem, porque isso é a humanidade. Ajudar. Mesmo que seja uma ajuda idiota, mesmo que sejam só palavras, ajudar.
Porque carinho é fundamental.
Argh.
Eu queria colo, queria espaço, queria fechar os olhos e sentir um abraço tão apertado que me envolvesse toda.
Só que quando fico chateada, alguém vem me dizer que é frescura minha pk tem gente passando fome na África, e tem gente morrendo e gente que vive com menos de 1 real por dia. E eu tenho tempo sobrando pra fazer um blog, e dinheiro pra ficar postando nele com o meu computador, sempre que quero.
Mas fala sério, se fosse você, se você ficasse chateado mesmo que fosse por uma besteira, ia querer ouvir isso ?
Claro que não.
CLARO QUE NÃO.
Porque humanos são assim, esse é o mundo e a desigualdade social existe! Então não é culpa minha se tem alguém no Brasil e/ou no mundo que vive com menos de 1 real por dia. Se eu pudesse, ajudava, mas não posso fazer nada. No momento, queria colo, queria palavras que me acalentassem, porque isso é a humanidade. Ajudar. Mesmo que seja uma ajuda idiota, mesmo que sejam só palavras, ajudar.
Porque carinho é fundamental.
sábado, 2 de outubro de 2010
fly away, uuh
sábado, 1 de maio de 2010
ae,
VOCÊ É A COISA MAIS CHATA DO MUNDO !
Irritante, me enche o saco, cabeça-dura, besta, insistente, tudo ! Ainda bem que Deus me dá paciência. E TENHA A SANTA PACIÊNCIA PRA TE AGUENTAR.
Eu digo que você é chato mas tô lá te abraçando, te cheirando e te mordendo meu gostoso sedutor mais gato nhá <3
E ainda bem que tudo deu certo, ainda bem que a gente tá junto, JTM beaucoup pour toujours coisa chata ♥
Irritante, me enche o saco, cabeça-dura, besta, insistente, tudo ! Ainda bem que Deus me dá paciência. E TENHA A SANTA PACIÊNCIA PRA TE AGUENTAR.
Eu digo que você é chato mas tô lá te abraçando, te cheirando e te mordendo meu gostoso sedutor mais gato nhá <3
E ainda bem que tudo deu certo, ainda bem que a gente tá junto, JTM beaucoup pour toujours coisa chata ♥
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