- (...) Acho que estou te reconhecendo.
- De onde, mesmo?
- Da internet. Seu nome não é Beatriz?
- É, sim.
- Eu li várias vezes o seu blog.
- Ah, você gosta?
- E muito!
- Eu já olhei o seu Facebook várias vezes.
- 'Ah, você gosta?'
- 'E muito.'
- Você não acha que estamos enrolando demais? (Beija-a.)
- Estávamos mesmo.
- Você está com uma cara estranha.
- É que é muita coincidência eu ter encontrado você aqui. Sabe, ainda não estou acreditando.
- Foi tão surreal que a gente podia tentar de novo.
sábado, 1 de outubro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Senti-me Ameaçada
Fabrício tinha complexo de Édipo e isso era muito claro para mim. Crescemos juntos, nossas mães eram amigas e ele sempre me amara. Chegou até a me dar uns presentes de dia dos namorados, algumas vezes. Se não fosse tão estranho, seria legal.
Antes ele não falava com ninguém, depois começou a falar com todo mundo e agora está um tanto estranho. Na verdade, ele está assustadoramente estranho.
Saímos para jantar e comemorar o aniversário de uma das amigas das nossas mães. Eu, ele, a irmã dele e a minha prima sentamos em uma mesa separada e fomos jogar Uno. Ele sorria demais. Quando falava, repetia a própria fala, um pouco mais baixo. Falava muito alto. Usava muito a força física. E ele tinha um olhar vidrado como se alguma coisa importasse mais do que tudo no mundo.
Eu não entendo, ele costumava ser tão normal.. É nessas horas que a gente vê como as pessoas são diferentes umas das outras. Como era possível que Fabrício tivesse uma espécie de doença rara - ou, talvez, até desconhecida, porque, mesmo sendo filho de psicóloga, já visitara os melhores profissionais e nunca fora diagnosticado com nada além do Complexo de Édipo - e pudesse parecer um simples geniozinho adolescente perto de mim?
Estávamos jogando usando a regra do 9: toda vez que um desses é colocado na mesa, os jogadores têm que bater a mão em cima dele e o último a fazê-lo compra 4 cartas. Ele jogou. Só colocou a mão depois de mim, e minha prima e a irmã dele o fizeram em seguida. Quando elas retiraram as mãos, ele não fez o mesmo. Ficou com a mão, forte, em cima da minha, me prendendo. Ele me olhava e sorria, atento, um tanto ameaçador. Sua expressão não era mais de adolescente. Era quase como se fosse... Um assassino. Era agora um homem e estava me deixando muito apavorada. Não sei o que ele tem, mas estava olhando para mim e manifestando todos os sintomas da estranheza de ultimamente.
Tenho medo que algum dia Fabrício faça alguma coisa terrível.
Antes ele não falava com ninguém, depois começou a falar com todo mundo e agora está um tanto estranho. Na verdade, ele está assustadoramente estranho.
Saímos para jantar e comemorar o aniversário de uma das amigas das nossas mães. Eu, ele, a irmã dele e a minha prima sentamos em uma mesa separada e fomos jogar Uno. Ele sorria demais. Quando falava, repetia a própria fala, um pouco mais baixo. Falava muito alto. Usava muito a força física. E ele tinha um olhar vidrado como se alguma coisa importasse mais do que tudo no mundo.
Eu não entendo, ele costumava ser tão normal.. É nessas horas que a gente vê como as pessoas são diferentes umas das outras. Como era possível que Fabrício tivesse uma espécie de doença rara - ou, talvez, até desconhecida, porque, mesmo sendo filho de psicóloga, já visitara os melhores profissionais e nunca fora diagnosticado com nada além do Complexo de Édipo - e pudesse parecer um simples geniozinho adolescente perto de mim?
Estávamos jogando usando a regra do 9: toda vez que um desses é colocado na mesa, os jogadores têm que bater a mão em cima dele e o último a fazê-lo compra 4 cartas. Ele jogou. Só colocou a mão depois de mim, e minha prima e a irmã dele o fizeram em seguida. Quando elas retiraram as mãos, ele não fez o mesmo. Ficou com a mão, forte, em cima da minha, me prendendo. Ele me olhava e sorria, atento, um tanto ameaçador. Sua expressão não era mais de adolescente. Era quase como se fosse... Um assassino. Era agora um homem e estava me deixando muito apavorada. Não sei o que ele tem, mas estava olhando para mim e manifestando todos os sintomas da estranheza de ultimamente.
Tenho medo que algum dia Fabrício faça alguma coisa terrível.
Eloísa
Eu havia vindo a quase duzentos km/h até o apartamento dela, que pareceu muito, muito longe do meu. Lágrimas involuntárias e um tanto femininas escorriam dos meus olhos. Gritei ao porteiro que não me impedisse de entrar, ainda bem que ele já me conhecia. Não tive paciência de esperar o elevador, então voei nove lances de escada. Talvez com a força que a adrenalina me deu, talvez com a minha própria força, arranquei o extintor de incêndio da parede e o joguei contra a porta branca do apartamento 938.
- Isa! Eloísa! Isa?
Corri o apartamento inteiro, em prantos. Onde ela estava?
-Eloísa!
Finalmente, cheguei até a linda varanda que ela mesma projetara. Contrastando com a paisagem, enrolada em cachos ruivos, ela estava banhada em sangue e lágrimas, acompanhada de umas pílulas. Corri até seu corpo, afastei as outras coisas, puxei-a para meus braços com força, encostei minha cabeça na sua e chorei com desespero.
Ela, meio grogue, me perguntou o porquê do choro.
- Você tentou se matar de novo.
- Para o meu próprio bem, Lucas.
- Deixe de ser egoísta! E se você se matasse com pílulas? E se sangrasse até a morte? E se pulasse do nono andar? O que seus pais iam pensar? O que seria de mim?
- Como assim, o que seria de você?
- ...Sem você. O que seria de mim... Sem você.
Ela me olhou, esperando por mais. Continuei.
- Sem os cachos dos seus cabelos, sem seus projetos de casas, sem seu paisagismo, seu perfume, sua pele, sua torta de limão..
- Minha torta de limão? Ha, ha, ha.
- É, Isa. Sem sua torta de limão - Beijei seu pescoço e comecei a limpar, carinhosamente, o sangue dela de nossos corpos - Não sei por que você insiste em querer me deixar para sempre sem torta.
- Eu ia fazer torta hoje.
- Bom, agora temos uma ocupação melhor.
- Lucas! - Ela fez aquela voz que todo namorado conhece, forçando a tonicidade do meu nome e baixando alguns tons o som. Soava como se fosse "LÚCAAAAAS".
- O que? Eu estava falando de limpar a casa. Você fez uma bagunça aqui.
Ela riu e me abraçou mais uma vez. Fora a tendência suicida, Eloísa era uma garota como qualquer outra.
- Isa! Eloísa! Isa?
Corri o apartamento inteiro, em prantos. Onde ela estava?
-Eloísa!
Finalmente, cheguei até a linda varanda que ela mesma projetara. Contrastando com a paisagem, enrolada em cachos ruivos, ela estava banhada em sangue e lágrimas, acompanhada de umas pílulas. Corri até seu corpo, afastei as outras coisas, puxei-a para meus braços com força, encostei minha cabeça na sua e chorei com desespero.
Ela, meio grogue, me perguntou o porquê do choro.
- Você tentou se matar de novo.
- Para o meu próprio bem, Lucas.
- Deixe de ser egoísta! E se você se matasse com pílulas? E se sangrasse até a morte? E se pulasse do nono andar? O que seus pais iam pensar? O que seria de mim?
- Como assim, o que seria de você?
- ...Sem você. O que seria de mim... Sem você.
Ela me olhou, esperando por mais. Continuei.
- Sem os cachos dos seus cabelos, sem seus projetos de casas, sem seu paisagismo, seu perfume, sua pele, sua torta de limão..
- Minha torta de limão? Ha, ha, ha.
- É, Isa. Sem sua torta de limão - Beijei seu pescoço e comecei a limpar, carinhosamente, o sangue dela de nossos corpos - Não sei por que você insiste em querer me deixar para sempre sem torta.
- Eu ia fazer torta hoje.
- Bom, agora temos uma ocupação melhor.
- Lucas! - Ela fez aquela voz que todo namorado conhece, forçando a tonicidade do meu nome e baixando alguns tons o som. Soava como se fosse "LÚCAAAAAS".
- O que? Eu estava falando de limpar a casa. Você fez uma bagunça aqui.
Ela riu e me abraçou mais uma vez. Fora a tendência suicida, Eloísa era uma garota como qualquer outra.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Cícero
Cícero era loiro e tinha olhos castanhos brandos como se ele nunca se preocupasse com nada. Ele tinha um jeito protetor. Antes eu o achava chato, irritante e um tanto inconveniente, quando éramos crianças. Mas o tempo passou, eu cresci, ele cresceu, e, bem, ele continua do mesmo jeito. Só que agora, está sedutor, charmoso e, oh!, como sua presença me convém.
Quando eu contei a ele que estava solteira, ele torceu o nariz. "Isso não combina com você, sua bonequinha". Cruzou os braços, olhou para o lado, assoviou, bradou-me heartbreaker. Eu sorri, balançando um pouco o corpo. "Você tem certeza?" disse, piscando. "Tem certas coisas que combinam muito bem comigo". Dei-lhe um beijo sugestivo, baguncei seu cabelo e olhei em seus olhos. Obviamente, ele não é mais tão chato assim.
Quando eu contei a ele que estava solteira, ele torceu o nariz. "Isso não combina com você, sua bonequinha". Cruzou os braços, olhou para o lado, assoviou, bradou-me heartbreaker. Eu sorri, balançando um pouco o corpo. "Você tem certeza?" disse, piscando. "Tem certas coisas que combinam muito bem comigo". Dei-lhe um beijo sugestivo, baguncei seu cabelo e olhei em seus olhos. Obviamente, ele não é mais tão chato assim.
Bem-Vindo ao Inferno
O esgoto cheirava a... Esgoto. Ele estava com as roupas molhadas de andar por lá. Era nojento, escuro, frio, malcheiroso e cheio de insetos e roedores. Mas, bem, escolhera ser detetive porque gostava de sair da rotina. Não é todo dia que se entra em um esgoto à procura de rastros de um adolescente sequestrado há dois dias. Não é todo dia, também, que se recebe um telefonema oferecendo milhões de reais "pelo trabalho do melhor profissional da área".
Ele andava, munido apenas de uma lanterna, quando tropeçou e se molhou dos pés à cabeça na água cheia de resíduos. Aliás, se é que aquilo podia ser chamado de água. Ficou um tempo sentado, chafurdando, quando começou a escutar movimento. Era intenso demais para ser causado por roedores. Incorporou todos os detetives de cinema que conhecia, fez uma cara bem séria, colocou um dedo por cima da luz da lanterna para diminuir sua intensidade e moveu-se vagarosa e silenciosamente em direção ao som. À medida que avançava, ele ficava mais alto, mais constante. Quando beirou o insuportável, o detetive soube que estava perto. Parecia vir de dentro da parede. Obviamente, não era uma parede. "Ah", pensou, "que truque batido".
Tudo aconteceu num piscar de olhos. Ele havia encontrado a entrada, a porta de madeira - como não a vira antes? - se abriu, ele estava seco, cheiroso, num ambiente totalmente diferente. Alguma coisa curvilínea se movia em sua direção. Ela o tocou, espalhou seu perfume no corpo dele e, quando o detetive viu, os olhos mais azuis do mundo se divertiam, cheios de malícia. Helena era sua paixão desde sempre. Ela beijava seu pescoço, o acariciava e revirava os olhos. "Oh, Guilherme, eu senti muito a sua falta..", ela sussurrava, sedutora, em seu ouvido, enquanto o empurrava para uma superfície macia.
Guilherme era o melhor detetive que conhecia. Sempre desvendava os casos e nunca se prendia a futilidades. Mas Helena.. Ele não podia escapar. Fechou os olhos, deixou-se envolver, respirou o mais puro perfume, tocou os sedosos cabelos e beijou o pescoço mais macio do mundo. Sentiu o chão tremer, a cabeça girar e Helena parecia se distanciar. Alguma coisa o atingiu na cabeça. Abriu os olhos. Ela sumira, a cama também. O lugar fedia, era um buraco. Ainda estava com roupas molhadas cercado por roedores. Ao invés da moça, um homem de máscara sorriu amargamente.
"Bem-vindo ao inferno."
Ele andava, munido apenas de uma lanterna, quando tropeçou e se molhou dos pés à cabeça na água cheia de resíduos. Aliás, se é que aquilo podia ser chamado de água. Ficou um tempo sentado, chafurdando, quando começou a escutar movimento. Era intenso demais para ser causado por roedores. Incorporou todos os detetives de cinema que conhecia, fez uma cara bem séria, colocou um dedo por cima da luz da lanterna para diminuir sua intensidade e moveu-se vagarosa e silenciosamente em direção ao som. À medida que avançava, ele ficava mais alto, mais constante. Quando beirou o insuportável, o detetive soube que estava perto. Parecia vir de dentro da parede. Obviamente, não era uma parede. "Ah", pensou, "que truque batido".
Tudo aconteceu num piscar de olhos. Ele havia encontrado a entrada, a porta de madeira - como não a vira antes? - se abriu, ele estava seco, cheiroso, num ambiente totalmente diferente. Alguma coisa curvilínea se movia em sua direção. Ela o tocou, espalhou seu perfume no corpo dele e, quando o detetive viu, os olhos mais azuis do mundo se divertiam, cheios de malícia. Helena era sua paixão desde sempre. Ela beijava seu pescoço, o acariciava e revirava os olhos. "Oh, Guilherme, eu senti muito a sua falta..", ela sussurrava, sedutora, em seu ouvido, enquanto o empurrava para uma superfície macia.
Guilherme era o melhor detetive que conhecia. Sempre desvendava os casos e nunca se prendia a futilidades. Mas Helena.. Ele não podia escapar. Fechou os olhos, deixou-se envolver, respirou o mais puro perfume, tocou os sedosos cabelos e beijou o pescoço mais macio do mundo. Sentiu o chão tremer, a cabeça girar e Helena parecia se distanciar. Alguma coisa o atingiu na cabeça. Abriu os olhos. Ela sumira, a cama também. O lugar fedia, era um buraco. Ainda estava com roupas molhadas cercado por roedores. Ao invés da moça, um homem de máscara sorriu amargamente.
"Bem-vindo ao inferno."
Dois Segredos
Luca, Renato, Júlio e Lúcio guardavam um segredo em relação a Gabriela. O que teria acontecido na noite anterior na casa de Luca? Ninguém sabia, e Júlio e Lúcio eram os únicos que se lembravam.Não contaram nada a ninguém.
Gabriela também não se lembrava de nada, mas tinha certeza que perdera a virgindade. Perguntou a algumas amigas o que fizera. Naquele mesmo dia, os pais de Renato receberam um telefonema: ele estava com os outros três amigos, detido, na FEBEM, onde passaram dois dias. Foram processados por estupro.
Renato foi, dos quatro, o que mais se arrependeu. Ele sofria intensamente por não poder retomar sua vida normal, por ter passado a noite com Gabriela, bêbado além do próprio controle.
Ele decidiu que viveria a vida como se nada tivesse acontecido. Pararia de se esconder, voltaria a usar o celular e nunca mais se sentiria um monstro novamente. Não fugiria do namorado de Gabriela e não comentaria com ninguém o acontecido. Ela veio confrontá-lo, era mais uma noite, e eles estavam em um bar. Estava escuro, gelado e quase vazio. Procuraram um lugar mais reservado. Beberam.
No dia seguinte, Renato já não era mais o mesmo. Agora, ele era um rapaz jovem, bonito e com futuro promissor que escondia dois terríveis segredos.
Gabriela também não se lembrava de nada, mas tinha certeza que perdera a virgindade. Perguntou a algumas amigas o que fizera. Naquele mesmo dia, os pais de Renato receberam um telefonema: ele estava com os outros três amigos, detido, na FEBEM, onde passaram dois dias. Foram processados por estupro.
Renato foi, dos quatro, o que mais se arrependeu. Ele sofria intensamente por não poder retomar sua vida normal, por ter passado a noite com Gabriela, bêbado além do próprio controle.
Ele decidiu que viveria a vida como se nada tivesse acontecido. Pararia de se esconder, voltaria a usar o celular e nunca mais se sentiria um monstro novamente. Não fugiria do namorado de Gabriela e não comentaria com ninguém o acontecido. Ela veio confrontá-lo, era mais uma noite, e eles estavam em um bar. Estava escuro, gelado e quase vazio. Procuraram um lugar mais reservado. Beberam.
No dia seguinte, Renato já não era mais o mesmo. Agora, ele era um rapaz jovem, bonito e com futuro promissor que escondia dois terríveis segredos.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
O Segredo
Era uma vez quatro amigos: Renato, Luca, Júlio e Lúcio. Eles eram todos jovens, bonitos e tinham um futuro promissor. Gostavam de música, luta, futebol e, principalmente, amavam uns aos outros como irmãos.
Luca deu uma festa em casa. Daquelas festas de adolescente, onde se festeja nada mais, nada menos, do que o privilégio de ser jovem, bonito e ter um futuro promissor.
Mas adolescentes bebem, e meninas adolescentes que bebem geralmente não prometem muito em seus futuros. Então, os meninos tinham uma amiga chamada Gabriela. Ela bebia, e bebia muito. Nessa noite, o fez em dobro.
O que aconteceu depois era uma incógnita. Ninguém se lembrava de nada, e muitas versões da mesma história surgiram da noite para o dia.
Eram quatro amigos jovens, bonitos e com futuros promissores, aos olhos de todas as outras pessoas da escola onde estudavam. Exceto que escondiam um terrível segredo.
Sobre Amizade
Cecília e Vítor eram melhores amigos. Daqueles loucos um pelo outro, que todo mundo acha que namoram. Um dia, Vítor arranjou uma namorada. Ela era mais velha, ciumenta, e acabou proibindo-o de falar com a amiga.
Eles brigaram, bem feio. Cecília não entendia por que Vítor não podia mais ser amigo dela. Foi tirar satisfações, levou uma resposta atravessada. Ficou muito magoada. Vítor, por outro lado, também estava magoado. Ele amava Cecília, mas amava a namorada de um jeito diferente - e, na sua cabeça, o que estava fazendo valia a pena.
Dois anos se passaram na mesma situação. Cecília olhava para Vítor,Vítor olhava para Cecília e nada nunca acontecia. Talvez nada nunca fosse acontecer.
Cecília estava debruçada na sacada da escola quando foi abraçada por trás, com carinho. Era Vítor. Ela se virou e os dois se abraçaram como se não houvesse mais nada no mundo. Foi um dos momentos mais profundos que se pode imaginar. Ele pediu desculpas e ela chorou um pouco. Voltaram a se falar.
Alguns dias depois, estavam na escola, conversando, na hora da saída, quando a mãe de Vítor chegou. Ele deu um beijo na bochecha de Cecília.
- Você sempre vai ser minha melhor amiga.
- Eu nunca pensei que fosse sentir falta de alguém como senti a sua. Ainda bem que agora tenho você de novo.
- Não precisava nem falar, Cecí. Eu já sabia.
- Bossal.
- Ah, pára com isso. Vem cá.
E eles se abraçaram de novo. Aquela amizade não tinha preço.
Baseado em fatos reais
Eles brigaram, bem feio. Cecília não entendia por que Vítor não podia mais ser amigo dela. Foi tirar satisfações, levou uma resposta atravessada. Ficou muito magoada. Vítor, por outro lado, também estava magoado. Ele amava Cecília, mas amava a namorada de um jeito diferente - e, na sua cabeça, o que estava fazendo valia a pena.
Dois anos se passaram na mesma situação. Cecília olhava para Vítor,Vítor olhava para Cecília e nada nunca acontecia. Talvez nada nunca fosse acontecer.
Cecília estava debruçada na sacada da escola quando foi abraçada por trás, com carinho. Era Vítor. Ela se virou e os dois se abraçaram como se não houvesse mais nada no mundo. Foi um dos momentos mais profundos que se pode imaginar. Ele pediu desculpas e ela chorou um pouco. Voltaram a se falar.
Alguns dias depois, estavam na escola, conversando, na hora da saída, quando a mãe de Vítor chegou. Ele deu um beijo na bochecha de Cecília.
- Você sempre vai ser minha melhor amiga.
- Eu nunca pensei que fosse sentir falta de alguém como senti a sua. Ainda bem que agora tenho você de novo.
- Não precisava nem falar, Cecí. Eu já sabia.
- Bossal.
- Ah, pára com isso. Vem cá.
E eles se abraçaram de novo. Aquela amizade não tinha preço.
Baseado em fatos reais
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Parte de Mim
Eu precisava fazer uma postagem no blog sobre o Capital Inicial e parabenizar a banda pelo show no Rock in Rio, que, depois de dez anos sem apresentações e com um repertório antigo, conseguiu levantar duzentas mil (e duas, se contarmos comigo) mãos. Não escondo, sou louca L-O-U-C-A pelo Dinho Ouro Preto e ele é minha inspiração. Quase tive um ataque cardíaco quando ele pegou água para um dos fãs. Foi muito carismático. E ter cantado 'Que País é Esse?' dedicando pro José Sarney foi uma sacada de mestre. A banda tem quase trinta anos e continua fazendo sucesso, isso é incrível, e três dos quatro membros originais continuam em atividade. Só queria colocar isso aqui porque quero que o blog reflita minha personalidade, e Capital é uma parte dela. Capital é uma parte de mim.
Vivo
Em algum lugar por trás do letreiro de Hollywood, o sol se punha. Exatamente atrás do 'H' do letreiro, Heitor estava sentado. Sentia o coração prestes a explodir, como um mar de luzes de telefone celular. Ele crescera no meio de acrobacias, flashes, paparazzis, dinheiro, mansões e carros de vários milhões de dólares. Subia tanto em palcos como em telhados, gritava e as pessoas dançavam, pegando fogo, até decolarem como máquinas de foguetes. Mas Helena chegara, e eles estavam sozinhos, naquela noite. Pelo menos naquela noite, era só estenderem os braços e tocarem o céu. Ele sentia-se vivo.
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