domingo, 23 de outubro de 2011
Eu te Amo
- Sabe de uma coisa?
- Não.
- Eu te amo - Ele falou devagar, com clareza, como se estivesse lendo ou houvesse ensaiado antes. A espontaneidade foi óbvia, tanto quanto o brilho no olhar. Houve um momento de silêncio. Ela olhou para baixo, incrédula. Fechou os olhos. Houve um clarão, um sentimento de serenidade e vitória. Ela riu. Não conseguia dizer nada, mas riu, feliz, como havia muito tempo não fazia. Seu coração batia tão forte e as palavras, todas, sumiram da sua cabeça com tanta rapidez que chegava a ser levemente desesperador. Ela o abraçou intensamente, ainda rindo e transbordando de felicidade. Acariciou-o de leve, fitou-o ternamente e, finalmente, conseguiu falar.
- Eu te amo também.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Totalmente
Eu a chamara para sair de novo - estava com tanta vontade de vê-la de novo! Pedi a Victória que a chamasse e ela foi; eram vizinhas, além de xarás. Só eu sei a ansiedade que senti, ficaria até um pouco sem jeito em expressá-la para meus amigos, eles me chamariam de gay. O telefone tocou, era Victória.
- Alô - eu falei, com a voz que dedicava a ela.
- Breno? É a Vitória. Vitória, Vitória.
- Ah - era ela. Suspirei um pouco quando reconheci a voz e suavizei o tom - oi..
- Então, eu não sei se vou.. Saí de casa, quando voltei meu pai não estava aqui e, enfim, já faz meia hora que estou esperando!
- Não tem problema, não.
E ela disse 'falou, falou' e desligou.
Tentei não criar expectativas, mas falhei e imaginei como seria abraçá-la de novo. Depois de tudo que passara antes que a encontrasse, eu mereciao jeito que ela me tratava. Merecia um recomeço tão bom.
Sentei-me, sozinho, no restaurante, e tomei um suco de pêssego. Foi quando senti as mãos geladas tampando meus olhos e ouvi o riso divertido, baixinho. Puxei as mãos e sorri para ela. Nos cumprimentamos e ela sentou. Estava linda. Nos beijamos. Lá pelas tantas, eu iniciei uma conversa.
- Tem alguma coisa que eu tenho vontade de te dizer há algum tempo.
- O quê? - ela retesou-se, nervosa.
- Existe uma... Possibilidade... Não tão remota.. De que eu esteja.. Bem apaixonado por você.
Ela fez silêncio. Eu fiquei sério.
- Existe 100% de chance de eu estar totalmente apaixonada por você. Totalmente.
- Totalmente?
- Totalmente! Até mais que isso!
- Ainda bem. Eu sinto a mesma coisa. Estava com medo da sua reação. Estou totalmente apaixonado por você também.
- "Totalmente?"
- "Totalmente! Até mais que isso!"
- Alô - eu falei, com a voz que dedicava a ela.
- Breno? É a Vitória. Vitória, Vitória.
- Ah - era ela. Suspirei um pouco quando reconheci a voz e suavizei o tom - oi..
- Então, eu não sei se vou.. Saí de casa, quando voltei meu pai não estava aqui e, enfim, já faz meia hora que estou esperando!
- Não tem problema, não.
E ela disse 'falou, falou' e desligou.
Tentei não criar expectativas, mas falhei e imaginei como seria abraçá-la de novo. Depois de tudo que passara antes que a encontrasse, eu mereciao jeito que ela me tratava. Merecia um recomeço tão bom.
Sentei-me, sozinho, no restaurante, e tomei um suco de pêssego. Foi quando senti as mãos geladas tampando meus olhos e ouvi o riso divertido, baixinho. Puxei as mãos e sorri para ela. Nos cumprimentamos e ela sentou. Estava linda. Nos beijamos. Lá pelas tantas, eu iniciei uma conversa.
- Tem alguma coisa que eu tenho vontade de te dizer há algum tempo.
- O quê? - ela retesou-se, nervosa.
- Existe uma... Possibilidade... Não tão remota.. De que eu esteja.. Bem apaixonado por você.
Ela fez silêncio. Eu fiquei sério.
- Existe 100% de chance de eu estar totalmente apaixonada por você. Totalmente.
- Totalmente?
- Totalmente! Até mais que isso!
- Ainda bem. Eu sinto a mesma coisa. Estava com medo da sua reação. Estou totalmente apaixonado por você também.
- "Totalmente?"
- "Totalmente! Até mais que isso!"
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Belos e Malditos
Por favor, cliquem no player acima para escutar a canção Belos e Malditos e aguardem alguns segundos para ler o texto enquanto a escutam. Obrigada!
Eram lindos, como anjos. Tinham feições diferentes de todas as outras, eram elegantes, perfumados. Todos os aspectos daqueles quatro homens que, durante o dia, trabalhavam em escritórios e usavam ternos e sorrisos amigáveis, atraíam as pessoas. As mulheres bradavam-nos belos, e os homens, malditos.
Quando a noite chegava - não a noite que vinha logo depois do entardecer, e sim a que vinha antes da madrugada - eles sentavam-se nas cadeiras do bar Vinho Tinto e tomavam bebidas azuis. As mulheres logo se aproximavam, e eles sorriam, estendiam os braços, e as conquistavam; sumiam sempre antes do amanhecer. Eles eram acostumados a ouvir palavras de amor, sentir carinhos e receber olhares apaixonados - sabiam fazer isso sem sentir nada além do prazer de iludi-las.
De jeito nenhum, aparentavam ser tão multifacetados. Distribuíam toques suaves, beijos doces e olhares angelicais. Ao entrarem no bar, sem os ternos e as gravatas e com as camisas sociais cuidadosamente desarrumadas, ouviam as pessoas sussurrarem, os homens bufarem e as mulheres suspirarem. Eram anjos demoníacos, o lado escuro do paraíso, belos e malditos.
Inspirado na música homônima da banda Capital Inicial.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Lembrança
- Nossa, Clara, você não vai acreditar!
- Bom dia, amiga. Conta. O que aconteceu?
- Fomos ao shopping, sábado. Foi aniversário dele. Sentamos um ao lado do outro, eu tava nervosa, inquieta, sem jeito. Sempre fico assim perto dele. Daí ele pegou minha mão e me deu um beijo todo confiante! Eu disse no ouvido dele que isso ajudava um pouco, e ele sorriu. Passamos a noite conversando e ele me abraçou muito. Fazia tanto tempo que eu não sentia aquele frio na barriga! Bom dia, Letícia. Senta aí. Tava dizendo que fui ao shopping, no sábado...
- A professora chegou.
- Eu falo por bilhetinho.
- Tá.
- "Então, daí a gente tava se beijando e tocou aquela música super brega: 'nem o perfume de todas as rosas é igual à doce presença do teu amor...' e ele e eu começamos a cantar junto, foi muito lindo! P.S.: Clara, conta pra Letícia o que eu tinha te contado antes, por favor. "
- "Amiga, que partidão, hein?"
Contei detalhes de uma noite inimaginavelmente maravilhosa, encantadora, mágica e que vai entrar pra história das noites mais loucas e inesquecíveis da minha vida pras minhas amigas, e elas me dizem que o cara é um partidão. Se ele não o fosse, eu não estaria com ele. Elas não entendem porque não estavam lá. Só eu vou lembrar pra sempre de todos os detalhes com uma clareza enorme. Nem me importava se elas tavam prestando atenção ou não, eu só queria falar dele. Escrever o nome dele no meu caderno e encher de coraçõezinhos em volta, como se eu tivesse 12 anos. Repetir mil vezes o que aconteceu e ficar estremecendo quando lembro. Só queria fazer isso e não tava nem aí se o mundo tava prestando atenção ou não. Só queria me manter o mais agarrada possível à lembrança.
- Bom dia, amiga. Conta. O que aconteceu?
- Fomos ao shopping, sábado. Foi aniversário dele. Sentamos um ao lado do outro, eu tava nervosa, inquieta, sem jeito. Sempre fico assim perto dele. Daí ele pegou minha mão e me deu um beijo todo confiante! Eu disse no ouvido dele que isso ajudava um pouco, e ele sorriu. Passamos a noite conversando e ele me abraçou muito. Fazia tanto tempo que eu não sentia aquele frio na barriga! Bom dia, Letícia. Senta aí. Tava dizendo que fui ao shopping, no sábado...
- A professora chegou.
- Eu falo por bilhetinho.
- Tá.
- "Então, daí a gente tava se beijando e tocou aquela música super brega: 'nem o perfume de todas as rosas é igual à doce presença do teu amor...' e ele e eu começamos a cantar junto, foi muito lindo! P.S.: Clara, conta pra Letícia o que eu tinha te contado antes, por favor. "
- "Amiga, que partidão, hein?"
Contei detalhes de uma noite inimaginavelmente maravilhosa, encantadora, mágica e que vai entrar pra história das noites mais loucas e inesquecíveis da minha vida pras minhas amigas, e elas me dizem que o cara é um partidão. Se ele não o fosse, eu não estaria com ele. Elas não entendem porque não estavam lá. Só eu vou lembrar pra sempre de todos os detalhes com uma clareza enorme. Nem me importava se elas tavam prestando atenção ou não, eu só queria falar dele. Escrever o nome dele no meu caderno e encher de coraçõezinhos em volta, como se eu tivesse 12 anos. Repetir mil vezes o que aconteceu e ficar estremecendo quando lembro. Só queria fazer isso e não tava nem aí se o mundo tava prestando atenção ou não. Só queria me manter o mais agarrada possível à lembrança.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Sobre Humanidade

Sou o Sargento John Gebhardt, e sou superintendente da Vigésima Segunda Ala Médica da Base McConnell da Força Aérea Americana, no Kansas. Em Outubro de 2006, fui chamado para ir à Base Balad, no Iraque. Tenho uma experiência muito extensa, já ocupo meu cargo há alguns anos e, consequentemente, já vi todo tipo de horror que acontece às pessoas. Fui treinado para não me importar com isso, e me acostumei com o tempo, a sujar as mãos de sangue. Mas é absurdamente incrível como você pensa que já viu de tudo, que aguenta tudo, e aí encontra alguma coisa que nunca imaginou.
Eu estava andando com meus soldados, quando avistei algumas pessoas em um pequeno aglomerado ao longe. Aproximei-me, e vi uma garotinha no chão. Informaram-me que ela e sua família foram atacados, e assassinados a sangue frio, e a garotinha fora baleada várias vezes na cabeça e não morrera. 'Isso é que é a mão de Deus', pensei. Quando se faz o que eu faço, é preciso acreditar em alguma divindade.
As pessoas estavam assistindo a menina sangrar e esperando que ela morresse. Eu a peguei no colo e mandei alguém buscar ajuda. Ela foi levada para o hospital de Balad, onde eu estava. Passou bem pelas cinco cirurgias que fez, mas estava sempre estável. Nunca progredia. Um dia, eu fui ao seu leito e a peguei no colo. Levei-a para uma cadeira e cochilamos juntos. Fiz isso quatro noites seguidas: eu e ela andávamos pelo hospital o dia inteiro e, à noite, dormíamos, sempre juntos, na mesma cadeira. No quinto dia, eu a coloquei de volta no leito. Fui chamado pela enfermeira, e ela me informou que a garota tinha melhorado e estava quase pronta para ir embora.
Dizem que homem que é homem não chora - eu discordo e digo que homem que é homem chora quando vê o que eu vi. Humanos são humanos e tem vezes que nem todos os remédios e nem todas as cirurgias bastam. Humanos são humanos e sempre precisarão de outros humanos. Para a humanidade inteira, a melhor cura é sempre um abraço.
Feliz Aniversário
O céu estava límpido, o sol estava ardente e o dia estava digno de festa Ouvia-se passos pela casa, uma inquietação, algumas pessoas cantarolavam. Os balões coloridos cobriam o teto e algumas bandejas com docinhos - principalmente brigadeiro - estavam cuidadosamente arrumadas sobre a mesa. Nós tiramos um bolo da geladeira. Abrimos todas as cortinas de todas as janelas para que a luz entrasse e ela coloriu a casa inteira ao ser refletida nos balões. Todos nós ficamos parados alguns instantes, admirando aquela cena. Então, a mãe dele abriu a porta do seu quarto e me deixou entrar. Acordei-o com um beijo.
- Feliz aniversário, bebê.
- Feliz aniversário, bebê.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Entre Augusto e Carolina
Augusto: Pois acredita que em amor possa haver felicidade?
Carolina: Às vezes.
Augusto: Acaso, já tem a senhora amado?
Carolina: Eu?!... e o senhor?!
Augusto: Comecei a amar há poucos dias.
A virgem guardou silêncio e o mancebo, depois de alguns instantes, perguntou
tremendo:
Augusto: E a senhora já amou também?
Novo silêncio; ela pareceu não ouvir, mas suspirou. Ele falou menos baixo:
Augusto: Já ama também?...
Ela abaixou ainda mais os olhos e com voz quase extinta disse:
Carolina: Não sei... talvez...
Augusto: E a quem?
Carolina: Eu não perguntei a quem o senhor amava.
Augusto: Quer que lhe diga?...
Carolina: Eu não pergunto.
Augusto: Posso eu fazê-lo?
Carolina: Não... Não lho impeço.
Augusto: É a senhora.
D. Carolina fez-se cor-de-rosa e só depois de alguns instantes pôde perguntar,
forcejando um sorriso:
Carolina: Por quantos dias?
Augusto: Oh! para sempre!... respondeu Augusto, apertando-lhe vivamente o braço.
Depois ainda continuou:
Augusto: E a senhora não me revela o nome feliz?...
Carolina: Eu não... não posso...
Augusto: Mas por que não pode?
Carolina: Porque não devo.
Augusto: E nunca o dirá?!
Carolina: Talvez um dia.
Augusto: E quando?...
Carolina: Quando estiver certa que ele não me ilude.
Augusto: Então... ele é volúvel?...
Carolina: Ostenta sê-lo...
Augusto: Oh!... pelo céu!... acabe de matar-me!... basta o nome pronunciado bem em segredo, bem no meu ouvido, para que ninguém o possa ouvir, nem a brisa o leve... Pelo céu!...
Carolina: Senhor!...
Augusto: Um só nome que peço!...
Carolina: É impossível... eu não posso!...
Augusto: Se eu perguntasse?...
Carolina: Oh!... não!...
Augusto: Serei eu?...
A vigem tremeu toda e não pôde responder. Augusto lhe perguntou ainda, com fogo e ternura:
Augusto: Serei eu?...
A interessante Moreninha quis falar... Não pôde, mas, sem o pensar, levou o braço do mancebo até ao peito e lhe fez sentir como o seu coração palpitava.
Augusto: Serei eu?... perguntou uma terceira vez Augusto, com requintada ternura. A jovenzinha murmurou uma palavra que pareceu mais um gemido que uma resposta, porém que fez transbordar a glória e entusiasmo na alma do seu amante. Ela tinha dito somente:
Carolina: Talvez.
A Moreninha, Capítulo XXI (Segundo Domingo: Brincando com Bonecas, Parte I) - Joaquim Manoel de Macedo
Carolina: Às vezes.
Augusto: Acaso, já tem a senhora amado?
Carolina: Eu?!... e o senhor?!
Augusto: Comecei a amar há poucos dias.
A virgem guardou silêncio e o mancebo, depois de alguns instantes, perguntou
tremendo:
Augusto: E a senhora já amou também?
Novo silêncio; ela pareceu não ouvir, mas suspirou. Ele falou menos baixo:
Augusto: Já ama também?...
Ela abaixou ainda mais os olhos e com voz quase extinta disse:
Carolina: Não sei... talvez...
Augusto: E a quem?
Carolina: Eu não perguntei a quem o senhor amava.
Augusto: Quer que lhe diga?...
Carolina: Eu não pergunto.
Augusto: Posso eu fazê-lo?
Carolina: Não... Não lho impeço.
Augusto: É a senhora.
D. Carolina fez-se cor-de-rosa e só depois de alguns instantes pôde perguntar,
forcejando um sorriso:
Carolina: Por quantos dias?
Augusto: Oh! para sempre!... respondeu Augusto, apertando-lhe vivamente o braço.
Depois ainda continuou:
Augusto: E a senhora não me revela o nome feliz?...
Carolina: Eu não... não posso...
Augusto: Mas por que não pode?
Carolina: Porque não devo.
Augusto: E nunca o dirá?!
Carolina: Talvez um dia.
Augusto: E quando?...
Carolina: Quando estiver certa que ele não me ilude.
Augusto: Então... ele é volúvel?...
Carolina: Ostenta sê-lo...
Augusto: Oh!... pelo céu!... acabe de matar-me!... basta o nome pronunciado bem em segredo, bem no meu ouvido, para que ninguém o possa ouvir, nem a brisa o leve... Pelo céu!...
Carolina: Senhor!...
Augusto: Um só nome que peço!...
Carolina: É impossível... eu não posso!...
Augusto: Se eu perguntasse?...
Carolina: Oh!... não!...
Augusto: Serei eu?...
A vigem tremeu toda e não pôde responder. Augusto lhe perguntou ainda, com fogo e ternura:
Augusto: Serei eu?...
A interessante Moreninha quis falar... Não pôde, mas, sem o pensar, levou o braço do mancebo até ao peito e lhe fez sentir como o seu coração palpitava.
Augusto: Serei eu?... perguntou uma terceira vez Augusto, com requintada ternura. A jovenzinha murmurou uma palavra que pareceu mais um gemido que uma resposta, porém que fez transbordar a glória e entusiasmo na alma do seu amante. Ela tinha dito somente:
Carolina: Talvez.
A Moreninha, Capítulo XXI (Segundo Domingo: Brincando com Bonecas, Parte I) - Joaquim Manoel de Macedo
Destino Final
Eu já não tinha mais medo, receio ou curiosidade. Estava conformada com o destino que julgava ser meu. Andava, decidida, com passos firmes e frios. Aproveitava todos os meus sentidos. Meus pés tocavam com carinho a areia, meu nariz ardia um pouco com o cheiro salgado, meus olhos se aproximavam do enorme despenhadeiro e meus ouvidos percebiam, a cada passo, o fim me chamando. Cheguei ao fim do caminho, entre a areia e o mar, só havia meu corpo. Despi-me, para que alguém, que, no futuro, me procurasse, soubesse onde eu estava. Balancei-me perigosamente, peguei todo o impulso possível e saltei, cheia de malícia.
Eu estava voando, o vendo era gelado e o barulho da velocidade era inconfundível. O dourado de meus cabelos não se misturava bem à paisagem cinzenta. Aproveitei o vento e a queda livre para me mexer um pouco e soltar uma última gargalhada. Por fim, retesei o corpo e fechei os olhos. A água era meu destino final.
Eu estava voando, o vendo era gelado e o barulho da velocidade era inconfundível. O dourado de meus cabelos não se misturava bem à paisagem cinzenta. Aproveitei o vento e a queda livre para me mexer um pouco e soltar uma última gargalhada. Por fim, retesei o corpo e fechei os olhos. A água era meu destino final.
Difícil
Luísa e Murilo estavam sentados na calçada, enrolados em sorrisos e conversas cheias de indiretas. O pôr-do-sol era violeta e dava espaço a uma lua cheia e amarela.
Luísa tentou abraçar Murilo, e ele se afastou, brincando. Ela se virou, torceu o nariz e disse que, ah, não queria, mesmo. Ele a deitou em seu colo e beijou seu pescoço.
Da janela, Celso assistia. Esperou os dois irem embora e, quando Luísa estava sozinha, ele a abordou. Falou de sua ex-namorada, e que, na presença de Luísa, a esquecia. Disse que queria vê-la de novo, mas não daquele jeito. Não rapidamente, com comprometimento. Queria que ela estivesse disponível para ele. Colocou seu rosto entre as mãos e encenou uma tentativa de beijo. Ela o empurrou e correu. Por que tudo tinha que ser tão difícil?
Luísa tentou abraçar Murilo, e ele se afastou, brincando. Ela se virou, torceu o nariz e disse que, ah, não queria, mesmo. Ele a deitou em seu colo e beijou seu pescoço.
Da janela, Celso assistia. Esperou os dois irem embora e, quando Luísa estava sozinha, ele a abordou. Falou de sua ex-namorada, e que, na presença de Luísa, a esquecia. Disse que queria vê-la de novo, mas não daquele jeito. Não rapidamente, com comprometimento. Queria que ela estivesse disponível para ele. Colocou seu rosto entre as mãos e encenou uma tentativa de beijo. Ela o empurrou e correu. Por que tudo tinha que ser tão difícil?
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Retrospectiva
BEM VINDOS À CENTÉSIMA POSTAGEM DO BLOG!
Estou morta de orgulho. Prometi que, quando chegasse a 100 postagens, ia fazer uma retrospectiva das outras 99 e tal, e aqui estou eu.
O blog começou porque eu tenho, e sempre tive, mania de blog. Até um dia desses, tinha 5 blogs. Estava na casa da Virgínia - toda vez que ia lá criava um novo - e resolvi criar o Bianca Quintella. Mas um blog com meu nome ficaria sem graça, então, me espelhei no nome do dela, I'll Keep it With Mine, e batizei de I'll Share it With You.
Com um blog criado e batizado, só faltava uma postagem pra chamar de minha. A Virgínia tava lendo o Ñ Intendo, e abrimos o joguinho da semana, NerveJangla. Acabamos nos viciando, eu não queria esquecer o link nem o nome do jogo, e criei a postagem chamada Game!. Como vocês podem ver, o nível de conteúdo dela é um pouco baixo. As postagens eram um tanto escassas, assim como minha inspiração, até que, em meados desse ano, eu conheci meu heartbrother, Felipe Cruz, e seus contos. Ele me inspirou a reativar meu blog. Obrigada, irmão!
Nunca imaginaria ter mais de 30 visualizações em um dia só - muito menos, em mais de uma postagem por semana. Setecentas visitas em um mês? Nossa, nem nos meus mais profundos sonhos. E não quero dar uma de famosa, mas obrigada a quem lê. Graças a vocês, eu fico toda emocionada quando abro a página de estatísticas e vejo meu gráfico todo cheio de curvas. Ainda tenho muito a crescer e a postar, mas adoro quando a inspiração vem e eu tenho algum lugar pra escrever que não seja uma folha de papel. Adoro partilhar idéias e opiniões sem me preocupar se alguém vai prestar atenção e depois ver que todo mundo prestou. Um acerto em cheio na minha vida é esse blog. Prometo continuar tornando públicas as minhas palavras.
Estou morta de orgulho. Prometi que, quando chegasse a 100 postagens, ia fazer uma retrospectiva das outras 99 e tal, e aqui estou eu.
O blog começou porque eu tenho, e sempre tive, mania de blog. Até um dia desses, tinha 5 blogs. Estava na casa da Virgínia - toda vez que ia lá criava um novo - e resolvi criar o Bianca Quintella. Mas um blog com meu nome ficaria sem graça, então, me espelhei no nome do dela, I'll Keep it With Mine, e batizei de I'll Share it With You.
Com um blog criado e batizado, só faltava uma postagem pra chamar de minha. A Virgínia tava lendo o Ñ Intendo, e abrimos o joguinho da semana, NerveJangla. Acabamos nos viciando, eu não queria esquecer o link nem o nome do jogo, e criei a postagem chamada Game!. Como vocês podem ver, o nível de conteúdo dela é um pouco baixo. As postagens eram um tanto escassas, assim como minha inspiração, até que, em meados desse ano, eu conheci meu heartbrother, Felipe Cruz, e seus contos. Ele me inspirou a reativar meu blog. Obrigada, irmão!
Nunca imaginaria ter mais de 30 visualizações em um dia só - muito menos, em mais de uma postagem por semana. Setecentas visitas em um mês? Nossa, nem nos meus mais profundos sonhos. E não quero dar uma de famosa, mas obrigada a quem lê. Graças a vocês, eu fico toda emocionada quando abro a página de estatísticas e vejo meu gráfico todo cheio de curvas. Ainda tenho muito a crescer e a postar, mas adoro quando a inspiração vem e eu tenho algum lugar pra escrever que não seja uma folha de papel. Adoro partilhar idéias e opiniões sem me preocupar se alguém vai prestar atenção e depois ver que todo mundo prestou. Um acerto em cheio na minha vida é esse blog. Prometo continuar tornando públicas as minhas palavras.
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